Blog da Estante Virtual

15.05.2012

Leitura combinada: escolha seu livro com base em seu humor

{ Publicado @ 2:56 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Já abordamos aqui no Blog da Estante a nem sempre fácil tarefa de escolher sua próxima leitura. Diante de uma estante lotada de opções, como saber o que pode nos agradar? Para ajudar nesse desafio, leitores compartilharam conosco suas estratégias para a tomada de decisão, que foram desde sugestões de amigos e críticos até um test-drive literário que inclui a análise da sinopse e da capa de um livro. Leia o post completo aqui!

Mas hoje, trazemos um desafio ainda maior: como escolher um livro com base em seu humor? Tem dias que a gente está afim de uma literatura mais densa e introspectiva. Queremos mergulhar em um oceano profundo de informações, questionamentos e reflexões que estremeça até mesmo os nossos conceitos mais estáveis. Compreendeu? Se sim, você deve estar precisando mesmo de uma leitura como essas! Em outros dias, a gente está mesmo afim de uma leitura simples e descontraída que apenas nos ajude a esquecer a extenuante rotina.

Há ainda aqueles dias que daríamos tudo por um livro imprevisível. Você já está cheio de saber o que vem no dia seguinte, precisa de uma história com mais emoção e aventura. Ou quem sabe, você já entendeu que a vida é mesmo uma caixinha de surpresas e quer um pouco de rotina. Então, nada melhor do que um livro bem previsível.

Foi pensando nisso que o site Wichbook criou uma ferramenta diferente e divertida para você escolher sua próxima leitura. O site oferece dicas de leitura com base em combinações do humor do leitor com características gerais de uma obra. E o mais bacana: para cada característica, ainda é possível definir seu grau de intensidade. Também é possível escolher uma obra com base nas descrições de seus personagens (gênero, raça, idade), enredo (aberto, repleto de conflitos, marcado por reviravoltas e outros) e cenário. Experimente!

Seguindo a mesma ideia, criamos uma lista de livros combinando humor e diferentes características de leitura. Confira!

  • leitura combinada
  • Gostou, então compartilhe suas dicas de leitura combinada, comentando este post.

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11.05.2012

No Dia das Mães, conselho de mãe é o que pega!

{ Publicado @ 1:59 pm / veja outros posts sobre Campanhas e Promoções e Estante Virtual }

Está chegando o Dia das Mães e todos já estão se preparando para homenageá-las neste que poderia ser todos os dias do ano. Aqui na Estante Virtual pensamos em uma homenagem diferente: uma lista de livros indicados pelas próprias mães, ou seja, uma lista de bons conselhos dessas super mulheres que mesmo com 1001 funções exercidas no lar e no trabalho estão sempre a postos para cuidar, orientar e proteger seus filhos.

Entrevistamos algumas mães que nos revelaram quais os livros que mais lhes ajudaram, tanto com repostas para as suas dúvidas durante a gravidez e conselhos práticos sobre os primeiros cuidados com o bebê  como também com orientações sobre a educação e a formação cultural e literária de seus filhos. Além disso, alguns livros citados tratam do que vem depois do nascimento dos filhos, como o que muda na vida dos casais e no relacionamento com os amigos, por exemplo.

Para a empresária Maria de Fátima, um livro fundamental enquanto ainda estava aguardando o nascimento de Gabriel (2 anos) foi Mothern: Manual da Mãe Moderna, que conta as experiências da maternidade vividas por 2 mães autoras do blog Mothern. Para ela, “o livro tem uma identificação muito grande com o que todas nós passamos no dia-a-dia”.

Já a professora Mônica Assunção, mãe de João Vitor (3 anos), se inspirou no livro Vida de Equilibrista – Dores e Delícias da Mãe que Trabalha para levar adiante um início de carreira enquanto educava seu primeiro filho. Segundo Mônica, “no começo é muito complicado, mas o livro me ajudou a ver que é possível sim seguir uma carreira profissional e dar atenção ao filho ao mesmo tempo”.

Confira outros bons conselhos dos livros que as mães entrevistadas leram durante e depois da gravidez e dê também sua indicação de livros ao final deste post!

         
  Mothern: manual da
mãe moderna

J. Sampaio e
L. Guimarães

  Aprendiz de Equilibrista
Cecília Russo Troiano

  Travessuras de Mãe
Rosa Amanda Straus

  Pais Brilhantes,
Professores Fascinantes

Augusto Cury

 
   

 

   
     
         
  Pais Inteligentes Enriquecem Seus Filhos
Gustavo Cerbasi

  Receitas de um Coração
de Mãe

Denise Lage

  Mãe de Dois
Maria Dolores

  Fique em Forma Depois
da Gravidez

Deborah Mackin

 
   

 

   
     
  Tudo sobre Ele / Tudo sobre Ela, de Alex Hallatt - a partir de R$ 5,00 na Estante Virtual        
  Mamãe Sexy
Betty Londergan

  Criando Filho Homem Sem a Presença do Pai
R. Bromfield e C. Erwin

  Como Não Ser a Mãe Perfeita
Libby Purves

  Gravidez, Nascimento e Planejamento Familiar
Alan Guttmacher

 
   

 

   
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04.05.2012

Caiu na rede: literatura ganha espaço nas redes sociais

{ Publicado @ 1:50 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Movidos pelo desejo de conhecer livros novos, estilos diferentes de escrita e, principalmente, compartilhar suas opiniões literárias e saber o que seus amigos e outras pessoas estão lendo, leitores têm cada vez mais utilizado as redes sociais para falar de literatura.

De olho nesse comportamento, várias redes sociais foram criadas especificamente para a literatura. As primeiras a surgirem foram iniciativas internacionais, como a Shelfari e a LibraryThing, lançadas no início de 2006, e hoje contam com milhares de usuários. No mesmo ano, também foi fundado o maior site do gênero: o Goodreads. E nos anos seguintes, dezenas de iniciativas nesse sentido foram criadas, entre elas, o Anobii, o BookJetty e o BookGlutton. Aqui no Brasil, as iniciativas nesse sentido são poucas, mas o Skoob, lançado em 2008, já conta com mais de 524 mil leitores e é a principal rede literária brasileira.

A facilidade em participar dessas redes, as torna ainda mais atrativas. Semelhante as redes de relacionamento mais tradicionais, como o Facebook e o Orkut, nas redes literárias, o leitor ganha uma página onde pode traçar seu perfil, dar informações pessoais e sinalizar suas preferências literárias. O participante também pode listar os livros que já leu, avaliar essas obras e indicá-las a amigos e outros leitores. As análises críticas, em forma de resenhas, e as recomendações transformam-se, então, em um grande fórum de debate sobre a obra. Além disso, se você está em dúvida sobre sua próxima leitura, é possível pesquisar obras por título e ter acesso a sua sinopse, leitores que já a leram, que ainda a estão lendo e os que têm interesse em lê-la.

Mas não é apenas nas redes sociais especializadas no assunto que a literatura é tema das interações. As redes tradicionais de relacionamento também já contam com espaços reservados aos amantes de livros. O Orkut está cheio de comunidades dedicadas à leitura, onde as discussões encorajam os usuários das redes sociais a lerem cada vez mais e a se aventurarem em livros até então desconhecidos. As comunidades Viciados em livros e O que você está lendo discutem obras, criam enquetes e, cada uma delas, já conta com mais de 90 mil leitores. No Facebook, a rede social que mais cresce no país, páginas como a da Estante Virtual, são usadas por leitores para partilharem suas experiências de leitura.

Escritores nas redes

Percebendo o poder da troca das redes sociais, muitos escritores também já se aventuram nas plataformas que viraram ponto de encontro para leitores, autores consagrados e novos escritores que trocam entre si sugestões de leitura e organizam até mesmo encontros para debater literatura. Em um mercado editorial dominado por best-sellers, participar dessas redes pode ser uma boa oportunidade de divulgar novas obras e tornar-se um escritor mais conhecido.

Atuar nas redes sociais pode ser um verdadeiro laboratório literário. Nelas, escritores podem se reinventar, testar temáticas e estilos diferentes do que estão acostumados. Além disso, elas podem garantir um público valioso para o autor, antes mesmo de uma obra ser lançada. Em entrevista ao Correio Braziliense, Fabrício Carpinejar afirma, por exemplo que: “o sujeito gosta das minhas frases no Twitter, identifica-se com o que leu no Facebook ou no blog. O movimento natural é que ele acabe virando meu leitor, que leia meus livros”.

Algumas editoras também já se deram conta de que podem descobrir novos talentos nas redes. A editora Matrix, por exemplo, já transformou blog e tweets nos livros Mothern e Mil piadas pra Twitter, respectivamente. Veja outros casos de conteúdo que começou na rede e virou livro.

E há quem esteja achando que até mesmo escrever tornou-se uma atividade menos solitária, afinal, o feedback dos leitores é imediato e nas redes sociais é possível estreitar os laços de relacionamento entre fãs e escritor. Abaixo você confere dicas de perfis de escritores para você seguir na rede:

  • Autores Nacionais no Twitter

  • @carpinejar

  • @eduardospohr

  • @paulocoelho

  • @andrevianco

  • @augustocury

  • @thalitareboucas

  • @poeta_manoeldb

  • @zibiagasparetto

  • @ranchocarne

  • @xicosa

  • Autores Internacionais no Twitter

  • @kmfollett

  • @jk_rowling

  • @markus_zusak

  • @scottwesterfeld

  • @harlancoben

  • @megcabot

  • @drujienna

  • @sparksnicholas

  • @camphalfblood

  • @neilhimself

E tem até escritores que já morreram mas estão eternizados nas redes sociais. Confira e siga:

  • Autores já Falecidos no Twitter

  • @Wwm_Shakespeare

  • @caiofabreu

  • @clalispector

  • @drummondandrade

  • @JRRTolkien

  • @millorfernandes

Gostou? Se você conhece mais perfis de escritores nas redes sociais, compartilhe comentando este post.

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20.04.2012

Desconecte-se um pouco! Na semana do livro, redescubra o prazer da leitura!

{ Publicado @ 5:41 pm / veja outros posts sobre Campanhas e Promoções }

Desconecte-se um pouco e redescubra o prazer da leituraTrim, trim. Toca o despertador do celular, agitado. Seus olhos já estão abertos, arregalados, assustados pela possibilidade de ter perdido a hora. Levanta-se correndo. A televisão permanece ligada. Mais uma noite em que adormeceu com ela ligada. Será que ainda há tempo para o café da manhã? Talvez 5 minutos. Conecta-se à internet. Em sua rede social virtual, atualiza seu status: “Bom dia amigos, mais um dia de trabalho! #segundafail”. Piiii. Hora de pegar a comida requentada no microondas. Não houve tempo para preparar uma saborosa refeição. Este é o sabor da vida moderna! Será que ainda é possível ler as notícias no jornal enquanto come? Não! Liga o rádio. Senta. Levanta. Pega o smartphone e checa os e-mails. Putz! SMS do chefe sobre a reunião! Reuniãããoooo!!! Como se esqueceu da reunião?! Já deveria estar no trabalho. De repente, se dá conta: hoje é domingo.

Qualquer identificação com essa pequena crônica não é mera coincidência. A rotina fala por si só. A vida anda corrida e é bem provável que você esteja trabalhando demais, descansando de menos, multiplicando suas responsabilidades e diminuindo seu tempo de lazer. E entre uma tarefa e outra, ainda é preciso tempo para sua vida social – VIRTUAL! É preciso curtir. Compartilhar. Twittar. Seguir. Retwittar. Publicar. Responder….

Pé no freio, rapaz! Encontre um tempo para você. Desacelere! Na Semana do Livro, a Estante Virtual o convida a um desafio: sente-se um pouco, desconecte-se. Pegue aquele livro estacionado em sua estante e redescubra o prazer da leitura.

Gostou da nossa sugestão? Então proponha o mesmo para seus amigos.

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16.04.2012

A paixão por livros raros

{ Publicado @ 4:35 pm / veja outros posts sobre Estante Virtual }

O que faz um livro ser raro? É comum nos perguntarmos isso quando estamos buscando por livros na Estante Virtual e vemos que existem exemplares raros dentre eles. É certo que existem compradores apaixonados por esse tipo de livro ou que apenas possuem grande necessidade de comprá-los. Vamos então tentar explicar um pouco mais sobre o que faz um livro ser raro e quem são esses leitores aficionados por raridades.

Nas universidades, é comum um professor citar algum livro como bibliografia do curso, mas com aquela ressalva: “Será difícil vocês encontrarem este livro. Ele não é mais editado há um tempão”. Nessas horas, geralmente a Estante Virtual é lembrada como a melhor fonte para comprar livros raros pela internet, além de seminovos e usados. Esse é apenas um exemplo mais corriqueiro do que seriam os livros raros. Raros são livros difíceis de encontrar, que não estão mais sendo editados, ou que possuem características próprias, encadernação especial, tiragem limitada, ou, como é bastante comum, com autógrafo do autor ou primeiras edições de livros importantes historicamente.

Livro 20 mil léguas submarinas, primeira edição em francês Livro La Divine Increnca. primeira edição Livro Serafim autografado por Oswald de Andrade Livro Modinhas Imperiais autografado por Mário de Andrade

Esses dois últimos quesitos, especialmente, são os preferidos de leitores que têm muita admiração por um autor ou uma obra em específico, e geralmente são livros importantes nas suas vidas. Isso porque a leitura não é somente um passatempo, mas uma ação capaz de marcar pessoas e fazê-las pensar e repensar sobre o tema do livro lido, criando um vínculo tão grande que as faz querer apreciar também um autógrafo do autor ou sua primeira edição, versão mais próxima daquele original que o autor entregou para a editora.

Veja outras raridades que já passaram aqui pela Estante Virtual.

Tudo isso está atrelado ao prazer da leitura, na busca por um livro que seja único dentre milhões de outros exemplares. Seja por necessidade de um livro que não está mais à venda nas livrarias convencionais, seja por admiração por um autor ou obra específica, os leitores procuram satisfazer suas vontades dentre o acervo de livros raros da Estante Virtual. Hoje existem diversos sebos e livreiros especializados nesse tipo de livro, formando um acervo de mais de 80 mil desses exemplares. E, com apenas uma busca, você tem acesso a toda a estante de livros raros da Estante Virtual.

Acesse a estante de Livros Raros ordenada pelos últimos cadastrados!

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12.04.2012

Os beijos inesquecíveis da literatura

{ Publicado @ 4:12 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Os beijos mais inesquecíveis da literaturaAlém de sinalizar afeto e esbanjar emoção, beijar pode trazer uma série de benefícios aos beijoqueiros de plantão. Um beijo ajuda a relaxar, reduz os efeitos do estresse cotidiano, sem falar que um único tocar de lábios pode movimentar até 29 músculos de uma vez e queimar de uma a três calorias. E se você for mais empenhando, um beijo intenso e prolongado (de um minuto) pode gastar até 26 calorias! Isso mesmo: o dobro do gasto de uma corrida intensa subindo uma ladeira. Mas, muita calma! Antes de sair por aí beijando todo mundo que aparece a sua frente, saiba que pesquisas norte-americanas afirmam que os batimentos cardíacos de quem beija podem passar de 70 batimentos por minuto para 150 e isso pode representar um encurtamento de vida de até TRÊS minutos! Ok, não te convencemos. Sabemos que são três minutos compensadores. Por isso, o Dia do Beijo (amanhã, 13 de abril) não poderia passar em branco. Trazemos neste post os beijos mais inesquecíveis da literatura!  Divirta-se e, antes que o recado seja esquecido, nesta data, toda a equipe Estante Virtual manda um enorme beijo para você. Boa leitura!

A história do beijo

Antes de falarmos sobre literatura é interessante conhecermos a origem do beijo. De acordo com o antropólogo inglês Desmond Morris, o beijo tem sua origem na relação entre mãe e filho. É que nos primórdios da humanidade, depois de sugar o leite materno, a criança recebia alimentação sólida (mastigada pela mãe) boca a boca, tal qual fazem alguns passarinhos. Ok, sob esse ponto de vista, o beijo não parece tão atrativo, mas o fato é: todo homem nasce sabendo beijar. Os tipos de beijo e as funções sociais é que variam de acordo com a cultura e o período histórico. Na Grécia antiga, por exemplo, o beijo funcionava como um elemento categorizador de hierarquias. Subordinados beijavam seus superiores nas mãos. Os menos favorecidos, seus pés. Já aos escravos, só era permitido beijar o chão.

Beijo de esquimó, beijo francês, beijo de amigo, beijo em respeito, beijo de afeto. Independentemente do tipo de beijo e sua intenção, o fato é que beijar tornou-se uma atividade bem corriqueira na sociedade e foi o cinema um de seus grandes divulgadores. O primeiro beijo da história do cinema se confunde com seu próprio surgimento já que ocorreu apenas um ano depois de sua criação pelos irmãos Lúmiere. No filme, The Kiss (1896), pela primeira vez, mais de 70 espectadores assistiram perplexos os lábios do ator John C. Rice encontrarem os da atriz May Irwin por (considerados longos) quatro segundos. Ficou curioso, veja aqui o primeiro beijo da história do cinema. Na época, associações femininas incitaram o boicote ao filme e a imprensa colaborou com a censura, em “defesa da moral e dos bons costumes”.

É proibido beijar!

O beijo de Rice e Irwin está longe de se comparar aos beijos “tira-fôlego” que vemos hoje nos filmes e nas novelas. Mas o fato é que o beijo em público foi algo censurado durante muito tempo. Em Hollywood, as cenas torrenciais de paixão eram proibidas pelo Código Hayes. De acordo com o regulamento, nenhum beijo em cena poderia durar mais do que 3 segundos! Mas tal foi a insistência dos diretores em defesa do romantismo sem censura que, em 1926, o filme Don Juan tornou-se um marco na vitória do direito de beijar. O ator John Barrymore dá 191 beijos em diversas atrizes: um recorde ainda não superado no cinema! E nem é preciso ir tão longe no tempo e no espaço. Na década de 80, um juiz de Sorocaba (SP) decidiu proibir o beijo em público na cidade. Mas foram precisos poucos protestos para que ninguém tenha sido proibido de expressar seu afeto na multidão. Depois do primeiro beijo no cinema, vieram outros tantos, alguns bem marcantes. Não é à toa que o tablóide inglês, The Sun, criou uma lista com os 10 maiores beijos de todos os tempos. Confira aqui.

Mas muito antes de chegar nas telonas, traduzidos em palavras, os beijos já despertavam a imaginação e emocionavam muita gente através livros. O site Flavorwire foi atrás e resgatou os 10 maiores beijos da literatura que você confere agora:

  • Os 10 beijos mais inesquecíveis da literatura

  • Romeu e Julieta

  • Dáfnis e Cloé

  • Haidée e Juan

  • Scarlett e Rhett

  • Dolores e Humbert

  • Romeu e Julieta, William Shakespeare
  • Dáfnis e Cloé, Longus
  • Don Juan, Lord Byron
  • E o Vento Levou, Margaret Mitchell
  • Lolita, Vladimir Nabokov

Gostou? Ajude a ampliar essa lista, comente neste post sobre outros beijos da literatura que se tornaram inesquecíveis para você.

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03.04.2012

Livro: uma revolução tecnológica

{ Publicado @ 5:47 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

É bem verdade que quando nascemos, os livros já estavam lá. Aprendemos a conviver com eles na escola e dentro de casa. Aos poucos, tomamos gosto pela leitura e passamos a freqüentar bibliotecas, livrarias, sebos e nossa estante foi se multiplicando. Eles tornaram-se companhias inseparáveis, mas como sempre estiveram ali, muitos são os que leem, mas poucos são os que sabem sua origem e sua história. Em uma época de revolução digital, do surgimento dos e-books, e-readers e outros “e” mais, os livros muitas vezes são colocados à prova e questionados quanto a sua utilidade e importância. Por isso, resolvemos tomar partido da discussão, apresentar a história dos livros e sua importância. Convidamos os leitores a participarem também, a lerem esse post, assistirem aos vídeos e manifestarem sua opinião. Vamos lá!

Um pouco de história

A história do livro se confunde um pouco com a do papel. Tudo começou há uns quatro mil anos, quando os egípcios criaram uma maneira bem artesanal de elaborar seus documentos. Folhas de palmeiras encontradas na beira do Rio Nilo eram secas, trituradas e entrelaçadas, dando origem aos papiros que eram colados uns aos outros, enrolados e guardados. Se houvesse o Livro dos Recordes (Guinness Book) naquela época, certamente ele teria registrado aqueles papiros que chegavam a ter mais de 20 metros de comprimento! E ainda tem gente que reclama do peso dos livros atuais.

Anos depois, o papiro foi sendo substituído pelo pergaminho. Reza a lenda que a “preferência” pelo segundo veio depois que o rei Ptolomeu Epifânio proibiu a exportação do papiro. O pergaminho, ao contrário de seu antecessor, de origem vegetal, era feito com pele de animais que depois de secas eram esbranquiçadas e polidas. A má notícia é que era preciso abater centenas de animais para se obter algumas poucas páginas.

O papel tal qual conhecemos hoje surgiu na China, no início do século II, e era confeccionado com fibras de bambu. Foi justamente lá que surgiu o Diamond Sutra (868 d.C.), o primeiro livro de que se tem notícia. Seu conteúdo é considerado um dos mais importantes documentos do Budismo.

Ok, o papel estava inventado, mas o processo de registro das informações ainda era lento e trabalhoso. Foi então que o alemão Johannes Gutenberg entrou na história. Em 1438, ele inventou os tipos de metal, fazendo nascer a imprensa e possibilitando também que a Bíblia (1455) se tornasse o primeiro livro impresso com tipos móveis. Em 1714, a máquina de escrever foi inventada na Inglaterra, as gráficas se espalharam e os livros viraram mania mundial. E se popularizaram ainda mais no século seguinte com o barateamento do papel que passou a ser produzido com celulose.

As novas tecnologias

Estava concretizada a grande revolução dos livros. Além de possibilitar que romances incríveis e outros gêneros literários chegassem até nós, os livros ainda possibilitaram o registro da história e da cultura de todos os povos. Mas com o surgimento dos e-books, e-readers e tablets, os exemplares em papel podem estar perdendo parte de seu glamour. O vídeo a seguir aborda a questão sobre esse foco, mostrando como no futuro, os livros de papel poderiam vir a tornar-se estranhos aos mais jovens.

Mas o fato é: os livros resistem a toda essa modernização. No mundo são mais de 130 milhões de livros, segundo levantamento realizado pelo Google e o Brasil está no terceiro lugar do ranking mundial quando o quesito é a concentração de livrarias por habitante, perdendo somente para os Estados Unidos e a Argentina. Soma-se a esses números impressionantes, o fato de que o livro tem para seus defensores qualidades insubstituíveis por qualquer tecnologia: podemos tocar suas páginas, sentir seu cheiro, sua bateria nunca termina e, portanto, ele está sempre pronto para a leitura. E ainda registra histórias para além das que carrega dentro de si. Se você gosta de livros usados, saberá que é possível saber um pouco da vida de seu antigo dono, folheando as páginas de seu livro. Arriscamos, então, dizer que ambos – livro de papel e livro digital – coexistirão assim como a televisão coexiste com o rádio que um dia teve sua existência posta em discussão com o surgimento da telinha. Para os amantes desse amigo de papel, os livros são e continuarão sendo a maior revolução tecnológica que existe. Dê uma olhada nesse vídeo:

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27.03.2012

Ofício: tradutor

{ Publicado @ 6:22 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

É através do trabalho deles que uma grande variedade de livros chega até nós. Títulos que seríamos incapazes de ler e compreender se não fosse o minucioso trabalho de reescrever uma obra, preservando seu significado e estilo. Estamos falando dos tradutores e suas traduções, um trabalho árduo mas recompensador que, recentemente, virou foco de polêmicas envolvendo os eventos esportivos que serão sediados em nosso país. Expliquemos melhor: faça um pequeno teste. Pesquise no Google a expressão brazilian tourism (turismo brasileiro em inglês). O primeiro resultado da busca será a versão em inglês do site de turismo da Embratur, autarquia do Ministério do Turismo responsável por promover o Brasil como destino turístico e sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Tente compreender o que está escrito. Não se preocupe se você não é um expert na língua inglesa, garantimos que até mesmo um cidadão inglês nativo terá dificuldades para compreender algumas informações que encontramos por lá. Segundo o colunista do Portal IG, Seth Kugel, apesar do visual colorido e bonito, a tradução do website deixa bastante a desejar. Curioso? Então, confira aqui as principais falhas de tradução do site da Embratur.

Com os livros, a história não é diferente. Há cerca de um mês, a professora de inglês, Andréa Rossi, afirmou em carta que o primeiro livro da Saga Crepúsculo, escrito por Stephenie Meyer, foi publicado com mais de 300 erros de tradução. Isso sem falar nas 6 sentenças que, simplesmente, foram suprimidas da versão em português. Dentre os erros, falhas gravíssimas que mudam o sentido das palavras e até mesmo o contexto da história. Os erros apontados pela professora foram listados neste blog. De fato, os especialistas garantem: traduzir obras literárias pode ser mais desafiador que outros tipos de textos. “Os textos literários são livres, logo, o risco de alterar a ‘cor local’ é maior do que em um texto técnico”, exemplifica o tradutor técnico Jorge Ferrer. A tradutora Ana Vivacqua, proprietária da Satsuma, empresa com 10 anos de atuação na área de traduções técnicas concorda com a afirmação e ainda cita a poesia como o gênero literário mais complexo de todos. “Sua tradução é quase uma recriação do poema em outro idioma. O tradutor precisa trabalhar a linguagem em vários níveis, como significados, sons e imagens”, justifica.

Os desafios

Preservar o sentido original de um texto é considerado o grande desafio de um tradutor. Para ser fiel ao texto de origem pode ser necessário que o profissional faça uma pesquisa de termos e expressões a fim de adequar algumas terminologias à nova língua. E nesse caso, “o perigo está em acabar redigindo um texto novo, de autoria do tradutor”, alerta Ferrer. Para driblar esse perigo e garantir um texto fluente e coerente, cada tradutor encontra sua solução. Quando se depara com palavras e expressões que não existem na língua traduzida, Ana recorre a termos com significados próximos. Já Ferrer prefere manter a expressão original. “E explico seu sentido em uma nota de rodapé. Com isso, contribui-se para a cultura geral do leitor. É sempre interessante aprender palavras ou expressões locais”, complementa o tradutor. Mas Ana faz um alerta: “o uso de notas de rodapé é possível, mas nem sempre adequado sob o risco de termos um texto truncado e cheio de expressões estrangeiras”. Então, buscar o equilíbrio entre as duas alternativas é sempre a melhor saída.

A qualidade da tradução

A qualidade de uma tradução pode estar diretamente relacionada às qualidades de um bom tradutor. Para Ferrer, além do bom conhecimento da língua em que a obra foi escrita, “é preciso grande conhecimento da língua portuguesa, cultura geral e muita leitura”. Ele ainda dá algumas dicas para evitar os deslizes de uma tradução às pressas. “Sempre faço uma revisão da tradução. Às vezes, até mais de uma vez”, afirma. “Indispensável também é ter um bule de café fresquinho sempre à mão”, complementa Ana. E não é para menos, a rotina de um tradutor pode ser bem exaustiva. “A tradução é uma atividade essencialmente solitária. E a realidade do mercado é que precisamos cumprir prazos apertados. Uma métrica muito adotada no mercado é de 10 páginas ou 2.500 palavras por dia de trabalho”, exemplifica Ana.

Para Ferrer as obras em português de Gabriel Garcia Márquez, Isabel Allende e Thomas Mann são exemplos de traduções bem feitas. Já Ana, cita a tradução de Jorio Dauster para Lolita, de Vladimir Nabokov. “Nesse caso, a tradução preserva inclusive certa sonoridade da prosa do autor”, explica Ana. Mas o mercado literário não é só feito de bons exemplos. “Algumas traduções acabam ficando mal feitas porque tentam ‘abrasileirar’ o texto, colocando gírias e expressões locais em excesso, ou ainda simplificam o texto original”, afirma Ferrer que cita a versão nacional de Os Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher, como uma tradução que deixa a desejar. “As descrições muito bem feitas pela autora no original foram simplificadas na tradução”. Já Ana, cita um livro sobre os bastidores de uma série de tv americana. “Encontrei diversos erros de tradução de termos comuns da área e até mesmo havia falhas na parte sobre a relação entre os personagens do seriado”. Para ela, a falta de familiaridade do tradutor com o tema explica os erros que prejudicam a leitura.

Recentemente, a revista Época publicou uma matéria em que aborda uma suposta precarização da tradução no Brasil, justificada pelos baixos salários pagos aos tradutores e a falta de especialização dos mesmos. Ana concorda que a especialização é fundamental. “O tradutor é um mensageiro que deve ter pleno comando do português e do idioma de origem para transmitir sua mensagem”. E ela garante, com base em sua experiência profissional de mais de 20 anos, que o próprio mercado se encarrega de separar o joio do trigo. “Aqueles que são bons no que fazem ou que aprendem com seus erros são os que continuam a exercer a profissão”. Ela acredita, ainda, que as empresas que contratam tradutores também são responsáveis pela qualidade da tradução.  “Elas devem realizar uma seleção criteriosa, aplicando testes de tradução antes de enviar trabalhos. Depois, o monitoramento da qualidade da tradução também é importante, informando ao tradutor sobre os erros ou problemas encontrados. Tradutores iniciantes muitas vezes ficam inseguros e o feedback é importante para seu melhoramento pessoal”.

A recompensa

Mesmo diante da difícil tarefa de traduzir um texto, o trabalho de tradução tem seus prós e recompensas. “A tradução é uma atividade que mantém o profissional em contato constante com novos assuntos e novos formatos. O tradutor está sempre aprendendo, descobrindo e estudando”, afirma Ana. “Os tradutores proporcionam acesso a textos que nos enriquecem culturalmente, emocionalmente ou profissionalmente. É abrir as portas do mundo para nossa exploração”, finaliza Ferrer.

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20.03.2012

Escritores visionários: eles previram o futuro em seus livros

{ Publicado @ 3:20 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Eles mostraram que não é preciso ser nenhum vidente ou mesmo ter dons mediúnicos para prever o futuro. Em seus escritos, anteciparam a chegada do homem à lua e a criação da bomba atômica. Mesmo com a tecnologia ainda engatinhando, previram o surgimento dos jogos de videogame, a popularização dos comunicadores instantâneos e o surgimento bem recente dos tablets. Em 2012, quando as atenções estão voltadas para a possibilidade do fim do mundo, atribuída as profecias maias, o tema não poderia ser mais pertinente. Conheça os escritores e as obras que previram o futuro.

Quando pensamos em livros, digamos,  ”proféticos” é quase certo que a primeira obra que vem a nossa cabeça é a Bíblia. O motivo para ser top of mind no quesito futurologia é explicável: a Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos, com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo. Considerada como uma obra de inspiração divina, o livro com séculos de existência interpreta a existência do homem na Terra e, segundo os mais crentes, contém diversas revelações sobre o futuro da humanidade. Em plena era digital, até mesmo computadores auxiliam estudiosos a decifrar o código secreto da Bíblia. Mas deixando o livro sagrado de lado, muitos autores de ficção científica também já fizeram previsões que se concretizaram e comprovaram que a a linha que separa ficção e realidade pode ser mais tênue do que se imagina.

As revelações do escritor britânico George Orwell no livro 1984 já foram amplamente difundidas pelo mundo e também já citadas aqui em nosso blog. Escrito em 1948 (ano que corresponde ao inverso do nome de seu livro), o autor antecipou a existência de uma sociedade constantemente vigiada, seja através de câmeras espalhadas em todos os ambientes, seja através dos próprios olhares dos cidadãos – tema que seria resgatado em 1975 sob o conceito do panóptico de Michael Foucault, na obra Vigiar e Punir.  A expressão Big Brother (Grande Irmão), utilizada na obra de Orwell, e que traduz essa visibilidade excessiva foi incorporada décadas depois pelo reality show mais famoso do mundo.

Outro autor consagrado por sua literatura futurista e que acabou por prever muitas conquistas do novo século foi Isaac Asimov. Ele antecipou, por exemplo, a criação de uma rede de computadores na qual todos os humanos estariam conectados, tal qual a internet, e dedicou atenção especial à robótica. Dedicou obras inteiras ao assunto e um de seus livros mais conhecidos, a coletânea de contos Eu, Robô, discorre sobre a evolução dessas máquinas através do tempo. Outro a prever o futuro: guerras com tanques, bombardeios aéreos a até mesmo bombas nucleares foi H. G. Wells, autor do consagrado A Guerra dos Mundos.

Considerado um dos mais antigos visionários da literatura, Julio Verne, em 1869, relatou em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas uma máquina capaz de se locomover com um combustível eficiente e inesgotável. Sua “profecia” concretizou-se oito décadas depois, com a criação do primeiro submarino movido à propulsão nuclear.  Em homenagem ao seu, digamos, co-criador, a máquina foi batizada com o nome de Nautilus, o mesmo usado por Verne em seu livro. Nesse vídeo curioso é possível fazer um tour 3D pelo submarino idealizado pelo escritor. E os dons proféticos de Verne não pararam por aí. No livro Da Terra à Lua, Verne descreve uma viagem espacial que quatro anos mais tarde também se concretizaria com a experiência norte-americana Apollo.

E teve escritor antecipando até invenções bem atuais, como os tablets e ipadsArthur Clarke, em seu livro 2001: Uma Odisséia no Espaço discorre sobre um computador usado para exibir conteúdo de jornais atualizados automaticamente, o Newspad, que se parece com os atuais ipads até mesmo no nome. Anos depois, foi a vez de Douglas Adams, em O Guia do Mochileiro das Galáxias, também prever a criação novidade tecnológica e até mesmo o surgimento da wikipedia, uma enciclopédia de conhecimentos construídos de forma coletiva e compartilhada. Arthur Clarke, no livro A Cidade e as Estrelas ainda imaginou um jogo de realidade virtual dois anos antes do lançamento do primeiro jogo para videogame (1958). Ele descreve a forma de lazer como um sonho, no qual não é possível se distinguir ficção de realidade. Clarke só não soube aproveitar os dons proféticos em benefício próprio. Em 1945 apresentou um artigo defendendo os satélites como forma de melhorar as telecomunicações, mas, infelizmente, não patenteou a ideia e perdeu milhões!

Ralph 124C 41+, obra rara e título de ficção famosa de Hugo Gernsback também fez suas previsões. O personagem do livro, Edward, usa o telephot, um aparelho de vídeo-chamada. O sucesso dos comunicadores instantâneos como o Messenger e o Skype estão aí para comprovar a eficácia das previsões de Gernsback. O norte-americano Edward Bellamy, em seu livro Revendo o Futuro também previu o rádio transmitido por telefone e até mesmo o cartão de crédito!

Outro a colecionar uma lista de previsões que se concretizaram foi Aldous Huxley. Dentre as mais notáveis, está sua descrição sobre a manipulação genética e a clonagem na obra Admirável Mundo Novo.  Por fim, mas não menos visionário, temos Ray Bradbury. Para nossa tristeza, em Fahrenheit, ele imaginou uma sociedade que abandonava os livros no lugar das tecnologias mais atuais como a televisão e os home theaters.

Gostou? Se você se interessa pelo assunto, a Ediouro publicou uma obra, A História do Futuro, de David A. Wilson, que aborda a futurologia, e explora nosso permanente fascínio por desvendar os tempos que virão. Trata-se de uma pesquisa elaborada sobre a necessidade humana de prever o futuro desde o início da civilização até os trabalhos de escritores como os já citados H. G. Wells e Julio Verne. E se você também se lembra de alguma obra “profética” que não foi citada aqui no blog, compartilhe com a gente, comentando este post.

Livros que previram o futuro

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16.03.2012

A arte de guardar os livros na prateleira

{ Publicado @ 5:16 pm / veja outros posts sobre Novidades e Curiosidades }

Para os amantes dos livros, uma das coisas mais importantes, além de ler suas novas aquisições, é como guardá-las em suas prateleiras ou estantes. A maneira como isso é feito gera um universo de possibilidades que podem evidenciar bastante sobre os donos desse acervo. Além disso, a forma como normalmente vemos os livros hoje nas prateleiras de livrarias e bibliotecas nem sempre foi o padrão.

Ao contrário do que estamos habituados a ver hoje, nem sempre os livros ficaram expostos verticalmente, com a lombada para fora. Segundo estudos, por séculos os livros eram guardados em prateleiras horizontalmente, ou seja, deitados, levemente inclinados, como mostra a gravura de Esdras o escriba e seu armário:

Esdras o escriba e as prateleiras de livros em seu tempo

(Esdras o escriba – Florença, Biblioteca Medicea Laurenziana)

Isso certamente dificultava o manejo dos acervos, com livros empilhados uns sobre os outros. Com o passar do tempo, foi inventada a ordenação vertical, e isso facilitou muito a vida dos leitores. Os livros então poderiam ser retirados das prateleiras sem que os outros fossem afetados, e propiciou até sua conservação.

Algumas vezes, os donos de bibliotecas particulares guardavam seus livros com a lombada para dentro e o corte para fora, e pediam que artistas pintassem cenas que pudessem identificar seus conteúdos, como na biblioteca de Odorico Pillone, fidalgo de Veneza, com desenhos de Cesare Vecellio, por volta de 1500. Entretanto, as bibliotecas particulares eram muito poucas nos séculos seguintes, apesar de toda a arte que as pinturas nos cortes representava.

Livros com cortes pintados

Somente após a Grande Depressão, as prateleiras e estantes nos domicílios começaram a ser mais recorrentes, e os livros passaram a ter preços mais acessíveis. Então, diversas formas de ordenação foram inventadas, a gosto de cada apaixonado leitor, como listamos no post sobre 30 das mais criativas estantes para livros.

Mas como guardamos nossos livros nas prateleiras ou estantes pode dizer muito sobre nós. Há quem prefira utilizar suas prateleiras como decoração, guardando seus livros por ordem de cor, o que causa um efeito colorido no acervo e torna o ambiente mais estiloso. A ordem por tamanhos dos livros não é tão comum, mas leitores mais milimétricos se deliciam com essa ordenação.

“Você pode dizer o quão séria a pessoa é olhando para seus livros”, afirmou a escritora americana Susan Sontag à sua nora Sigrid Nunez, também escritora, como revelou o periódico The Paris Review no último mês. Segundo Sigrid, a autora não estava se referindo a quais títulos a pessoa lê, mas como eles são ordenados na prateleira. A nora, após essa confissão, reordenou seus livros por assunto e em ordem cronológica, em vez da habitual ordem alfabética de autor, para assim parecer mais séria.

E você, qual a sua ordenação favorita dos livros nas prateleiras? Comente esse post e compartilhe com outros leitores apaixonados por livros.

 

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